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Blog do Verso Radar

Proposta comercial para social media: o que colocar (e o que tirar)

Proposta comercial para social media costuma ser um PDF bonito que ninguém lê inteiro. O cliente abre, rola até o número e decide. Se a única coisa específica da proposta é o valor, a decisão vai ser tomada pelo valor.

A proposta que fecha inverte isso: ela chega com o problema do cliente medido antes de falar de dinheiro. Aí o preço deixa de ser o primeiro assunto e vira a conclusão.

Os sete blocos da proposta comercial para social media, na ordem

1. Diagnóstico (a página que decide tudo)

Comece pelo que você viu no negócio dele. Não "vocês precisam melhorar a presença digital", e sim:

O perfil está há 71 dias sem publicar. A bio não tem link nem WhatsApp, então quem chega pelo Instagram precisa mandar direct e esperar. Os três concorrentes que você citou postam de três a quatro vezes por semana.

Três frases, todas verificáveis, nenhuma opinião. Esse bloco faz duas coisas de uma vez: prova que você estudou o negócio e transforma "melhorar o Instagram" em problema concreto.

É a parte que dá trabalho na mão — abrir o perfil, contar posts, ver datas, medir engajamento — e é exatamente por isso que quase ninguém faz. Quem faz, se destaca.

2. O que isso está custando

Ligue o diagnóstico ao caixa dele, sem inventar número. "Quem procura vocês no Instagram não acha como comprar" é honesto. "Vocês estão perdendo R$ 30 mil por mês" é chute, e chute derruba a confiança que o bloco 1 construiu.

3. O objetivo, com número e prazo

Um objetivo, não cinco. "Voltar a publicar 3x por semana e abrir um canal de contato direto na bio, nos primeiros 60 dias." Específico e verificável — o que também protege você na hora da renovação.

4. O escopo, fechado

Quantidade, formato, quantas revisões por peça, prazo de aprovação e o canal onde a aprovação acontece. E, principalmente, o que não está incluso: gestão de anúncios, resposta de direct, cobertura de evento, produção de vídeo.

Escopo aberto é o que faz o contrato de R$ 1.500 virar trabalho de R$ 3.000 no dia 20.

5. Prova

Um caso parecido, com número. Se você ainda não tem caso, mostre o que faria: um carrossel montado com a marca dele, um exemplo de linha editorial. Amostra vale mais que promessa, e quem está começando pode produzir amostra hoje.

6. Preço, com uma opção acima

Preço sozinho é comparado com zero. Duas ou três opções fazem o cliente comparar entre elas — e a do meio costuma ser a escolhida. Não infle a proposta com opção falsa: a de cima precisa ser algo que você realmente entrega.

Como chegar ao número está em quanto cobrar como social media.

7. Próximo passo, com data

Termine com uma ação, não com "fico à disposição". "Se fizer sentido, começo na segunda-feira dia 14; me confirma até quinta." Proposta sem data morre de velhice.

O que tirar da proposta que você usa hoje

  • Sua biografia na primeira página. Ninguém compra a sua história. Se quiser contar, coloque no fim.
  • Lista de "o que é social media". Se o cliente pediu proposta, ele já sabe. Explicar o óbvio soa a enchimento.
  • Portfólio genérico. Vinte peças de vinte ramos diferentes provam que você faz de tudo, não que resolve o problema dele. Três peças do ramo dele valem mais.
  • Promessa de número que você não controla. "10 mil seguidores em 3 meses" é dívida, não argumento.
  • Vinte páginas. Três a cinco, com o diagnóstico na primeira, batem qualquer apresentação longa.

Mandar como? E quando?

PDF continua sendo o formato mais seguro: abre em qualquer lugar e não quebra a diagramação. Link com acompanhamento de leitura ajuda a saber a hora de fazer follow-up, mas não substitua o PDF por um link que exige cadastro — atrito na hora errada.

Sobre o tempo: mande até 48 horas depois da conversa. Proposta que chega uma semana depois compete com a memória fria do cliente e com quem chegou antes.

O follow-up faz parte da proposta

Silêncio quase nunca é não. É agenda cheia.

  • 3 a 4 dias depois: uma linha, com algo novo. "Passei no perfil hoje e vi que voltaram a postar — o que sugeri no item 2 fica ainda mais fácil agora."
  • Mais uma semana: o último. Curto e sem ressentimento, deixando a porta aberta.
  • Depois disso, pare e volte em 60 dias. Insistir além disso queima a relação por nada.

Fazendo o diagnóstico em minutos

O bloco 1 é o que mais diferencia a proposta e o que mais custa tempo. Meia hora por prospect não fecha a conta quando você manda cinco propostas por semana.

No Verso Radar, o retrato do perfil vem pronto: há quantos dias parou de postar, se o engajamento acompanha o tamanho da conta, o que falta na bio, o contato que estiver público. O diagnóstico fica salvo junto do lead, então a proposta, o follow-up e a reunião falam todos do mesmo problema — e o Estúdio, que já vem no plano, monta a peça de amostra pra você anexar. O fluxo está em proposta de social media.

Antes da proposta vem a conversa, e antes da conversa vem a lista: como analisar um perfil do Instagram antes de abordar e o que mandar no direct.

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