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Blog do Verso Radar

Onde encontrar clientes para social media e gestor de tráfego (sem esperar indicação)

Quem vende social media ou gestão de tráfego vive o mesmo aperto: mês fechou bem, mas os clientes vieram de indicação. E indicação não tem torneira. Você não abre quando quer. Aí vem um mês magro e bate o desespero de postar "vaga aberta pra 2 clientes" no story.

Dá pra sair dessa. A boa notícia é que o seu serviço tem uma vantagem que quem vende site não tem: a dor do cliente está exposta. O negócio que precisa de você está postando mal, sumido do feed ou com 300 seguidores há dois anos. É um sinal que qualquer um vê. Você só precisa saber ler.

Esse post é sobre isso. Onde procurar, que sinais separam quem tem verba de quem só vai te dar dor de cabeça, e como medir se um perfil vale a abordagem antes de gastar seu tempo escrevendo mensagem.

Por que a dor de social media é mais fácil de achar

Pensa no gestor de tráfego. Ele vende resultado pra quem já entendeu que precisa aparecer. O problema é achar o negócio no ponto certo: que já tem movimento, já tem grana, mas está deixando dinheiro na mesa por não saber divulgar direito.

Esse negócio deixa rastro. Um restaurante com fila no almoço e Instagram com última foto de três meses atrás. Uma clínica de estética cheia, com feed feito no celular, sem padrão, postando uma vez por quinzena. Um pet shop com movimento e zero anúncio rodando.

Essas pessoas têm o problema que você resolve e têm de onde tirar o orçamento. Elas só não têm tempo, nem cabeça, nem gente pra cuidar disso. Seu trabalho é encontrá-las e mostrar o buraco antes que o concorrente delas mostre.

O melhor cliente de social media não é o que não tem Instagram. É o que tem, faz mal feito, e está vendo o concorrente crescer. Esse já entendeu que a dor existe. Você só precisa chegar primeiro.

Os 4 sinais de que um perfil vale a abordagem

Nem todo Instagram fraco é cliente. Tem o que é fraco porque o negócio é pequeno demais e não tem verba. E tem o que é fraco porque ninguém está cuidando, mas o caixa entra. Você quer o segundo. Esses quatro sinais separam um do outro.

1. Frequência de postagem caindo

Abra o perfil e olhe as datas. Se as últimas três fotos são de janeiro, março e junho, esse negócio começou animado e largou. Clássico. Alguém do time cuidava, saiu, e ninguém pegou. É um dos leads mais quentes que existe, porque a pessoa já sabe que devia postar e está se sentindo culpada por não postar.

2. Poucos seguidores pro tamanho do negócio

Um restaurante que enche todo fim de semana e tem 800 seguidores está desperdiçando o movimento que já tem. A conta não fecha: se tanta gente passa pela porta, por que tão pouca gente segue? Resposta: ninguém pediu pra seguir, ninguém deu motivo. Isso é oportunidade pura.

3. Engajamento morto

10 mil seguidores e 12 curtidas por post é sinal de seguidor comprado ou audiência que esfriou. Não é necessariamente ruim pra você. Às vezes significa que o negócio já gastou com alguém que entregou número vazio e está frustrado. Você chega com a proposta de fazer certo dessa vez.

4. Bio bagunçada e sem link que funcione

Bio sem link, sem endereço, sem WhatsApp, sem "o que a gente faz". Se a pessoa não consegue nem organizar a vitrine, imagina a estratégia. Detalhe pequeno que denuncia falta de cuidado no todo.

Onde caçar esses perfis na prática

Tem dois caminhos e o segredo é cruzar os dois. Instagram sozinho te dá o perfil mas não te dá o telefone nem a certeza de que é um negócio local. Maps sozinho te dá o negócio mas não te mostra a dor de presença. Junto, fecha.

Começando pelo Google Maps

O Maps é o melhor ponto de partida porque lá está todo negócio local com CNPJ, endereço e, geralmente, o link do Instagram. Você busca por segmento e região ("estética Moema", "hamburgueria Porto Alegre") e o Maps devolve dezenas de negócios reais, com ficha completa.

De cada ficha você tira o que precisa: se tem site, se o site funciona, e principalmente o link do Instagram. Aí você pula pro perfil e aplica os quatro sinais lá de cima. Se você quer o passo a passo detalhado dessa varredura no Maps, tem um guia inteiro sobre como prospectar clientes no Google Maps que vale a leitura.

Cruzando com a busca por hashtag e localização no Instagram

O outro caminho é ir direto no Instagram por localização ou hashtag do nicho. Procura "#estéticacuritiba", entra nos perfis, filtra os que têm cara de negócio (não influencer, não perfil pessoal). O problema desse jeito manual é o volume: você abre 40 perfis pra achar 5 que prestam. Cansa e some rápido a vontade.

Por isso o cruzamento com o Maps vale ouro. No Maps você já filtrou por negócio de verdade e região. No Instagram você confirma a dor. É trabalho, mas é trabalho que rende, diferente de ficar rolando o feed no escuro.

Como medir se o perfil vale antes de escrever

Aqui muita gente erra. Vê um feed feio e já dispara mensagem. Mas "feio" é subjetivo e não te diz se a pessoa tem grana. Antes de abordar, você quer três números frios:

  • Seguidores. Cruze com o tamanho aparente do negócio. Muito movimento e poucos seguidores é a melhor combinação.
  • Frequência. Quantos dias desde o último post. Acima de 20 dias já é sinal de abandono.
  • Engajamento. Curtidas e comentários médios divididos por seguidores. Abaixo de 1% em conta pequena costuma indicar audiência fria.

Com esses três você monta um raio-X rápido e decide: aborda hoje, deixa pra depois, ou descarta. Isso evita o pior erro do prospector iniciante, que é gastar meia hora escrevendo uma mensagem linda pra um perfil que nunca ia fechar.

Um exemplo concreto

Digamos que você achou duas clínicas de estética na mesma rua.

A primeira: 4.200 seguidores, posta 3x por semana, engajamento de 4%, stories todo dia. Essa já tem alguém cuidando. Abordagem sua vira briga por preço. Deixa pra lá.

A segunda: 1.100 seguidores, último post há 41 dias, engajamento de 0,6%, bio sem link. Movimento na porta parecido com a primeira. Essa é a sua. Tem estrutura, tem cliente entrando, e está com a vitrine digital abandonada. É pra essa que você escreve.

Viu a diferença? O número te disse em 30 segundos o que o olho levaria dez minutos pra decidir errado.

A mensagem: mostre o buraco, não o serviço

Depois de garimpar, vem a abordagem. E a regra que muda tudo: você não vende social media, você mostra o que a pessoa está perdendo. Ninguém acorda querendo contratar gestor de tráfego. As pessoas acordam incomodadas com o concorrente na frente.

Então a primeira mensagem aponta o sinal específico que você encontrou. Nada de "trabalho com marketing digital e queria te apresentar meus serviços". Isso vai pro lixo. O que funciona é algo como:

"Oi, vi que a [nome] tem um movimento ótimo mas o Instagram tá parado desde maio. Reparei que a [concorrente] postando direto tá aparecendo bem mais nas buscas da região. Posso te mandar 3 ideias rápidas do que dá pra fazer?"

Personalizado, específico, sem enrolação, com uma pergunta fácil de responder no fim. Se você quer se aprofundar em como estruturar essa abordagem pra não ser ignorado, escrevi um post só sobre a primeira mensagem de prospecção.

O gargalo é o volume, não o método

Chegando até aqui você já sabe o método. O problema que sobra é chato: escala. Fazer isso pra dois ou três perfis é tranquilo. Fazer pra 50, cruzando Maps com Instagram, conferindo seguidores um por um, anotando telefone, checando se o site cai, é trabalho de um dia inteiro. E dia inteiro garimpando é dia que você não está entregando pros clientes que já tem.

É exatamente esse trabalho braçal que dá pra empurrar pra uma ferramenta. O Verso Radar nasceu pra isso: você diz o segmento e a região, e ele varre o Google Maps, abre o Instagram de cada negócio e devolve a lista já com o raio-X pronto: seguidores, frequência de postagem e engajamento de cada perfil, junto com telefone, WhatsApp e e-mail conferidos. Ele ainda marca quem está com o Instagram parado, pra você começar exatamente por quem mais precisa de você.

Na prática, aquele exemplo das duas clínicas ele resolve sozinho: a lista já vem com o número de seguidores e os dias sem postar do lado de cada uma, e um selo de fogo maior em quem tem mais carência. Você abre a lista de manhã e já sabe pra quem mandar mensagem antes do café esfriar. Dá pra testar de graça, com 10 buscas e sem cartão, só pra ver se a região que você atende tem lead bom o suficiente.

Mas mesmo que você não use nenhuma ferramenta, o recado principal fica: pare de esperar indicação. O cliente de social media e de tráfego está exposto, postando mal, com verba no bolso. Ele não vai te procurar. Você caça o sinal, mede antes de abordar, e chega mostrando o buraco. Faça isso toda semana e o mês magro deixa de existir.