verso radar.Prospecção
← Todos os artigos
Blog do Verso Radar

Como achar empresas sem site (ou com site quebrado) pra vender site

A maioria de quem vende site perde tempo no lugar errado. Manda proposta pra empresa que já tem site bonito, já tem agência, já resolveu. Aí leva um "obrigado, já temos" e acha que o problema é o preço.

O problema não é o preço. É o lead.

Quem vende site tem um tipo de cliente ideal muito específico: o negócio que já vende, já tem movimento, já fatura, mas não tem uma presença online que preste. Esse cara sente a dor todo dia. Ele perde cliente pro concorrente que aparece no Google. Ele sabe que o Instagram dele está parado. Ele só não sabe o que fazer, ou não tem tempo de procurar alguém.

Esse é o seu lead. E ele deixa rastro. Dá pra achar de propósito, não por sorte.

Por que empresa sem site é o melhor lead pra quem vende site

Pensa em duas padarias na mesma rua.

A primeira tem site, tem Google Meu Negócio arrumado, posta no Instagram três vezes por semana. Você liga oferecendo site. Resposta: "Já temos, valeu." Óbvio.

A segunda tem uma fila na porta todo sábado, mas quando você joga o nome dela no Google aparece só o telefone e nenhum site. O Instagram tem 4 posts, o último de 2022. Essa padaria fatura. Ela só está invisível pra quem procura no celular.

Adivinha qual das duas fecha contrato mais fácil.

Quem já tem site precisa ser convencido a trocar. Quem não tem site só precisa ser lembrado do problema que ele já sente.

A venda pra quem não tem nada é mais curta porque você não briga com o trabalho de outra pessoa. Você não precisa provar que seu site é melhor que o do concorrente. Você só precisa mostrar que existir online é melhor que não existir. É uma conversa muito mais fácil.

E tem um bônus: negócio sem site raramente sabe quanto custa um site. Ele não tem referência de preço, então não fica pechinchando com base numa cotação que recebeu ano passado. Você tem espaço pra cobrar direito.

Os quatro tipos de "carência" que valem prospecção

Não é só "tem site ou não tem". Existe uma escala. Quanto mais coisa faltando, mais quente o lead. Vale ordenar assim:

1. Sem site nenhum

O lead mais quente. O negócio aparece no Google Maps, tem telefone, tem endereço, mas não tem site. Ponto. Quando alguém pesquisa "restaurante japonês no bairro X" e clica pra saber mais, cai no vazio. Ele está perdendo cliente e nem sabe medir isso.

Sua abordagem aqui é direta: "Reparei que a [empresa] não tem site. Quando alguém te procura no Google, não acha nada além do telefone. Fiz uma prévia de como ficaria, quer ver?"

2. Site quebrado ou fora do ar

Esse é sorrateiro e ninguém prospecta. O negócio tem um domínio, mas o site dá erro, não carrega no celular, está com certificado vencido (aquele "não seguro" no navegador), ou é um site de 2015 que trava. Pro dono, tecnicamente ele "tem site". Na prática, o cliente que abre aquilo no celular fecha na hora.

A abordagem é ainda mais forte porque tem prova: "Testei o site de vocês agora no celular e ele deu erro / apareceu como não seguro. Isso pode estar afastando cliente sem você perceber. Consigo mostrar o print."

Print de site quebrado fecha venda. É objeção zero. O cara vê com os próprios olhos.

3. Site velho e desatualizado

Existe, funciona, mas está datado. Não é responsivo, tem informação errada (horário antigo, telefone que mudou), Flash, ou aquele visual de tabela dos anos 2000. Aqui a venda é mais consultiva. Você não ataca, você mostra a diferença. Um lado a lado com um concorrente que tem site moderno costuma bastar.

4. Sem WhatsApp ou sem Instagram ativo

O mais fraco dos quatro, mas ainda serve, principalmente se você vende pacote (site + social media + WhatsApp Business). Negócio sem canal de contato rápido perde venda de gente que não quer ligar. Instagram parado é gancho pra oferecer gestão junto.

A lógica de pontuação é simples: sem site vale mais que sem Instagram. Se você tivesse que dar nota, sem site valeria 3, site quebrado valeria quase o mesmo, sem WhatsApp valeria 1. Some tudo e você tem um ranking de por onde começar a ligar. Já falo mais disso lá embaixo.

Como achar esses negócios na unha (o método manual)

Dá pra fazer sem ferramenta nenhuma. Vai dar trabalho, mas funciona e ensina o olho. Faça pelo menos uma leva assim antes de terceirizar pra software, pra você entender o que está procurando.

Passo 1: escolha um segmento e uma região pequena

Não comece com "empresas de Porto Alegre". Comece com algo tipo "clínicas de estética no bairro Moinhos de Vento" ou "restaurantes na Cidade Baixa". Segmento definido + área pequena. Quanto mais estreito, mais fácil de varrer inteiro e mais fácil de personalizar a abordagem depois.

Bons segmentos pra quem vende site: clínicas e consultórios, restaurantes e bares, academias e estúdios, imobiliárias, lojas de bairro, prestadores de serviço (eletricista, encanador, dedetizadora). Gente que atende local e depende de ser achada.

Passo 2: abra o Google Maps e liste

Pesquise o segmento na região. O Maps vai te dar dezenas de resultados. Para cada um, o card mostra se tem site ou não. Se tiver o botão "Site", ele tem algo. Se não tiver, é candidato direto à sua lista de "sem site".

Anote numa planilha: nome, telefone, se tem site, link do Instagram se tiver. Isso é o esqueleto da sua lista.

Passo 3: confira cada site com o próprio olho

Aqui separa o profissional do amador. Não confie no botão. Clique em cada site e veja no celular:

  • Carrega? Ou dá erro / demora uma eternidade?
  • Aparece "não seguro" na barra do navegador?
  • É responsivo ou você precisa dar zoom pra ler?
  • A informação está atualizada? Horário, telefone, endereço batem com o Maps?
  • Tem WhatsApp clicável ou só um telefone fixo?

Cada "não" aqui é um argumento de venda que você vai usar na abordagem. Guarde o print.

Passo 4: cheque o Instagram

Achou o @ no Maps ou no rodapé do site? Abra. Veja a data do último post e a frequência. "Último post há 8 meses" é gancho. Isso te dá a deixa pra oferecer social media junto, ou pra usar como prova de que o negócio está abandonado online.

Passo 5: ranqueie pela carência

Agora ordene a planilha. No topo, os "sem site nenhum" e "site quebrado". No meio, "site velho". No fim, "só falta WhatsApp ou IG". Comece a ligar de cima pra baixo. Você fecha os fáceis primeiro e ganha confiança (e caixa) antes de encarar os mais difíceis.

Esse é o método inteiro. Se você quer entender melhor como garimpar no Maps em geral, tem um passo a passo focado nisso em como prospectar clientes no Google Maps.

O que falar quando achar (a abordagem por tipo de carência)

Achar é metade. A outra metade é abrir a conversa sem parecer mais um vendedor chato. A regra: fale do problema dele, não do seu serviço. Ninguém quer comprar "um site". Todo mundo quer parar de perder cliente.

Sem site:

"Oi, tudo bem? Vi que a [empresa] tá no Google mas não tem site. Quando alguém te procura no celular, só aparece o telefone. Montei uma prévia rápida de como ficaria pra vocês, posso te mandar?"

Site quebrado:

"Oi! Fui olhar o site de vocês no celular e ele deu erro / apareceu como não seguro. Isso costuma espantar cliente sem a gente perceber. Te mando o print pra você ver o que tá acontecendo?"

Instagram parado (oferecendo pacote):

"Oi, tudo certo? Vi que o Instagram de vocês tá parado faz uns meses e não tem site. Trabalho com os dois juntos, dá pra deixar a [empresa] aparecendo direito no Google e no Insta. Quer que eu te mostre uma ideia?"

Repara que toda mensagem termina com uma pergunta fácil de responder "sim". E toda uma leva prova que você olhou o negócio antes de mandar. Isso muda tudo na taxa de resposta. Se quiser afiar essa parte, tem um post inteiro sobre a primeira mensagem de prospecção.

Onde o método manual trava

Funciona, mas cansa. Se você fez a leva manual, já sentiu:

  • Conferir 60 sites no celular, um por um, toma uma tarde inteira.
  • Você prospecta o mesmo negócio duas vezes sem lembrar, porque não tem controle de quem já falou.
  • Achar o e-mail e o WhatsApp certo de cada um é uma caçada à parte.
  • Você acaba ligando pra quem tem tudo pronto do mesmo jeito, porque conferir dá preguiça e você chuta.

É exatamente essa parte chata e repetitiva que dá pra automatizar sem perder a qualidade do lead.

Como o Verso Radar faz esse filtro por você

O Verso Radar nasceu pra quem vende serviço pra pequeno negócio: dev, agência, freelancer de site, social media, tráfego. Você diz o segmento e a região, e o robô varre o Google Maps, abre o site de cada negócio e volta com a lista já conferida: telefone, WhatsApp, e-mail e Instagram validados, mais o que falta em cada um.

A parte que interessa pra esse assunto: ele já dá o score de carência que descrevi aqui em cima. Sem site vale 3, sem Instagram vale 2, sem WhatsApp vale 1, e ele soma tudo num selo de fogo. Você abre a lista e já vê quem está gritando por um site no topo. Não precisa conferir 60 abas na mão, o robô já marcou quem tem site quebrado, quem não tem nada e quem só tem o Instagram largado.

Tem um detalhe que economiza dinheiro de verdade: lead repetido não custa crédito de novo. Se o mesmo negócio já apareceu numa busca sua, ele não cobra outra vez. E o raio no mapa é exato, de 200 metros a 50 km, ou por bairro. Quem está fora da sua área não entra na lista nem gasta seu crédito. Você paga só pelo lead que interessa.

Dá pra testar de graça: 10 buscas e 100 créditos, sem cartão. Faz uma busca do seu segmento na sua cidade e vê a lista já ranqueada pela carência, com os "sem site" no topo, prontos pra você ligar. É o mesmo método deste post, só que sem a tarde perdida conferindo aba por aba. Se quiser ver como isso se encaixa numa rotina de prospecção maior, dá uma olhada em como montar uma lista de leads que fecha.

No fim, a lição vale com ou sem ferramenta: pare de vender pra quem já resolveu. O melhor cliente pra quem vende site é o negócio que fatura e está invisível. Ele existe, deixa rastro no Maps, e está esperando alguém reparar.